terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal


Mal vi esta imagem, apaixonei-me. Este é o meu postal de Natal este ano. Porque espelha aquilo que ninguém consegue ver e deixa à imaginação de cada um, os sentimentos que trazemos cá dentro. 

Este coração é só meu, com sentimentos só meus, partilhados só com quem quero e merece. Muito. Pessoas que podem estar perto ou até a km de distância. 

Achei bonito por não representar nada do Natal e, ao mesmo tempo, representar tudinho.

Por isso, deixo-vos, o meu (vosso) coração...para que possamos ouvir as suas batidas e o que ele nos diz, hoje e todos os dias e sabermos seguir a voz da nossa intuição. 

Beijo no coração

Ju

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Querido Universo

Hoje vim ver o mar. Vim olhar para a água, para as ondas a rebentar na areia, para o Sol a refletir criando um jogo de espelhos, olhar para o horizonte e matar saudades.

Hoje vim ver o mar. Sentir a brisa a tocar-me ao de leve na pele e inspirar toda a magia nela contida.

Hoje vim sentir a minha casa chamar-me. E ao olhar, ainda que seja de leve e de longe, ainda que os pés não toquem a água fria e cristalina, tão característica deste Inverno e do Atlântico, sinto a minha alma a ficar mais leve.

O mar ajuda-me acima de tudo a clarificar ideias, limpa tudo o que trago cá dentro, de ruim principalmente. Ajuda-me no meu processo de purificação. Limpa-me de medos, receios, tristezas. Ajuda-me a meditar. O mar acalma-me…

Sinto-me em casa quando estou no mar, perto do mar e na praia. Sinto-me em paz de cada vez que regresso.

Sinto-me completa, serena, de bom humor…não há nada igualável a estar no meio do oceano e só ver mar. Observar as vagas altas, a rebentação a brincar com o casco do navio, ver golfinhos, baleias ou peixes voadores. Sentir que somos só nós. O nosso corpo, a nossa respiração e ele, o mar. Ouvir o seu silêncio e compreender…

Hoje vim ver a minha casa. Ter a certeza de que ainda está no sítio que a deixei, que ainda não mudou (ainda que muito tenha mudado).

Hoje vim sentir a minha casa. Ver que surpresas me reserva para o meu novo ano. Que Vida esconde ela, que Vida me irá trazer.

Hoje vim sentir a minha casa, o meu mar, o meu oceano, desenhar com os meus olhos a linha do horizonte e deixar-me estar…sossegada, em paz, com o pulsar dos meus pensamentos e, com a certeza, de que tudo corre sempre bem!


Beijo no coração

Ju

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Lista de desejos

Querido Universo, 

Desde que me recordo escrevo...escrevo muito para me ajudar a limpar a alma, para me ajudar a calrificar situações, a escolher, muitas vezes, entre uma situação A, B ou C. 

Quando era jovem tinha diários e diários, onde escrevia, sobretudo, sobre o amor e a amizade. Ainda os tenho...tal era a ansia de criar, de ter personagens a ganhar vida, imaginava tudo e mais alguma coisa. No periodo da faculdade ainda sairam 4 livros de pensamentos, soltos, histórias ligadas a duas amigas que trago no peito e me acompanham há muitas gerações. Esses livros, nunca os publiquei...

Os meus diários eram o meu universo. Eu que vivia sempre muito sozinha e muito solitária...

Hoje em dia, os blogs vieram substituir as folhas de papel. Mais impessoais mas ainda assim ajudam a preencher o meu Universo. Porque hoje em dia sou muito menos solitária e esforço-me por estar muito menos sozinha. 

Ao reler os meus diários, noto que nunca escrevi uma lista de desejos. Tudo aquilo que desejamos fazer na Vida e vamos adiando, talvez por medo do fracasso, ou por estarmos demasiado ocupados a sobreviver. 

E então,cá vai a minha lista (se me conseguir lembrar de tudo):

- ter uma casa. Daquelas terreas, bonitas, toda branca, em frente ao mar, num sitio paradisiaco, onde a temperatura nunca baixe dos 25 graus (o ano inteiro) e eu possa andar sempre de vestidinho e sandalia e com uma cor fabulosa de pele sem parecer a Marylin Monroe coberta de pó de arroz. 

- ter animais. Sobretudo cães (labradores cor de chocolate que são uns amores) e gatos (têm que ser siameses)

- ter muitas plantas (vou ter que aprender a arte da jardinagem mas não há nada mais terapeutico do que cavar a terra e ver as flores crescer e ter a certeza que elas não morreram...LOL)

- Ter uma piscina....só no caso de ter que andar 100 metros para chegar a praia e as minhas artroses não deixem. 

- comprar uma máquina fotográfica profissional (sugestões de marca aceitam-se!) e aprender de uma vez por todas, os segredos da imagem. Ter muitas fotos pela casa. Gosto disso...

- Viajar pela Asia inteirinha: ir aos hot springs no Japão, explorar toda a indonésia, Filipinas e ir a Tailandia aprender massagem tailandesa (lá se vão as minhas articulações). ah, e ir ao retiro espiritual no Yoga Thailand Retreat (aquilo deve ser para cima de uma categoria e eu nunca fiz Yoga)

- Dançar....muito! Há um ano que quero dançar, que quero voltar a sentir o ritmo no corpo e que quero voltar a ensinar. 

- Assentar arraiais numa ilha tropical e ensinar....qualquer coisa, mas ensinar. 

- Comprar uma casa em Cabo Verde, do qual gostei tanto e é aqui ao lado. 

- Abrir uma revista....especializada! Mas não digo em que, para não me roubarem a ideia...:) e fazer a distribuição a nivel europeu (já estou mesmo a imaginar!)

- Perder o medo de andar a cavalo. Trabalhar com cavalos também não seria mal pensado. Uma coisa de cada vez...

- Ter filhos...dois, três...eu sei lá...se forem dois, podem ser gémeos, sim?

- Ter sobrinhos e estes juntarem-se aos filhos e parecerem muitos...

- Ter só um marido.

- Aprender a falar italiano, indonesio e mandarim (aquilo fascina-me. Que querem que faça!)

- andar sempre de bicicleta e de mota. Ou a pé... (tá visto que não vou viver em Nova York)

- E escrever....sempre!!!

E vocês, que têm na vossa lista de desejos? já realizaram algum?

Beijo no coração

Ju









quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O regresso a casa...

Dou-me conta que nunca vos falei do regresso a casa...do nosso, que andamos lá fora tanto tempo, do meu, para esta casa que se diz minha e que, de todas as vezes, reconheço um bocadinho menos. 

Digo-o, não com mágoa, antes com a certeza de que este é um processo normal, que ocorre a todas as pessoas que estão fora de alguma coisa que já foi sua e têm a esperança que ainda nada tenha mudado. 

Já lá vão 6 anos de partidas e regressos. De todo o tipo de regressos...e de partidas também!

Cada vez, no regresso, após 7 meses de ausência, de ser eu e estar comigo, preciso de fazer uma catarse. 

Quase como uma cobra que larga a pele velha e se renova, limpando tudo o que de bom e menos bom aconteceu e se prepara para um novo ciclo. Estranho multidões, aglomerado de pessoas, perguntas disto e mais alguma coisa. Porque isto significa estar sempre ligado, reviver momentos dolorosos ou não. Quero com isto dizer que falo sim, mas mais tarde, depois de toda a poeira assentar e eu me aperceber que estou (novamente) no mesmo sítio. Passado 6 anos, já não falo tanto...e isso sim, constitui um problema. Siginifica também que as outras pessoas deixaram de perguntar...Passados 6 anos tudo está na mesma, o trabalho continua o mesmo, os desafios maiores e diferentes, mas, sim, está tudo na mesma. 

E de, todas as vezes, este regresso é pontuado de cores e sentimentos diferentes. No primeiro ano, é a novidade do regresso, de tudo o que se quer partilhar (e que os outros não querem saber), de estar no conforto do lar, nos braços da familia, a alegria dos momentos com os amigos, no mesmo bar de sempre. Como se nada tivesse mudado.

Nos anos seguintes, há uma mudança interior. Porque o nosso caminho é diferente. Porque é mais sozinho, rodeado de pessoas que percebem e sentem da mesma forma que nós. Que passam pelas mesmas situações. Então, partihamos menos com quem está cá. Vamos calando o ruído. Vamos calando e escondendo os nossos momentos importantes. As nossas pequenas vitórias da Vida (porque somos fortes e bons e não somos o vizinho, coitadinho, que não tem a nossa coragem e, diria eu, o mesmo! medo, que nós temos). 

E vamo-nos escondendo...porque a época é de crise e nós é que estamos bem. Porque não podemos celebrar o simples facto de termos chegado mais longe porque alguém precisa mais de nós que nem reparam ou não se lembram. Porque as energias estão voltadas para outro lado e, nós, que chegamos, estamos sempre bem. Porque nós próprios nos habituamos a estar sempre bem. A mostrar que sim, que nada nos afecta, que não nos perdemos, que somos os maiores e mais fortes do mundo (à semelhança dos nossos antepassados que imigraram para a França e tiveram sucesso!?). 

Vamo-nos calando, com receio que tudo de nós, magoe tudo nos outros e no que nos estão próximos. 

Os regressos são sempre catarses. Final de um ciclo e inicio de outro. 

E todo este processo demora...muitas das vezes, até irmos embora outra vez, mais felizes (e aliviados!) porque voltamos para os braços de velhos conhecidos (as), que, no meio de tanta pressão, se lembram de nos perguntar, de vez em quando se És Feliz!

E voces, são felizes? :)










quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Passionate Goals


"What do you want to achieve? What are your goals? Can you feel them in your bones, or they actually someone else's goals that they convinced you to want?

if you do not have the yearning, the lounging, the passion for those goals, they are not yours.

What does your heart keen for? What pulls you? Where lays your passion?

If you do not know, make it your business to find out."


365 days to Enlightenment 


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sweet December :)



Dezembro é o mês que marca, em geral, o final de um ciclo. Para os que vêem o copo meio vazio, é o final (ou a esperança) de tudo o que correu mal durante o ano, de todos os desejos e sonhos não concretizados, o baixar dos braços e pensar que, afinal nada disto, vale a pena.

Para os que vêem o copo meio cheio, Dezembro é o mês dos balanços...mais positivos do que negativos. De separar o trigo do joio, não à luz lamecha dos sentimentos mas com uma mente racional. De decidir o que manter e o que deitar fora na nossa Vida. De saber qual será o novo ponto de partida que irá determinar o ponto de chegada que sempre quisemos. 

Para mim, querido Universo, Dezembro é mês de celebrar o copo meio cheio...ou totalmente cheio. Não querendo com isto dizer que não tive momentos difíceis, decisões indecisas ou aspectos da minha vida que não quero melhorar. Estaria a mentir se dissesse que foi tudo muito espectacular e que este ano só me trouxe coisas boas. Não é de todo verdade...

Contudo, este Dezembro escolho focar-me em tudo de bom que me foi acontecendo, na lembrança das pessoas que cruzaram o meu caminho, no meu percurso interior (alinhado com os objectivos que escrevi no inicio deste ano!) e traçar novas metas, redefinir velhas e, depois de contas feitas, abrir o meu coração de par em par para o novo ano que se avizinha...:)


Ao olhar para trás, posso afirmar, com toda a certeza que 2013 foi o ano da minha Vida (ou o 13 não fosse o meu numero da sorte), que passou veloz por mim e me fez crescer até ao infinito...Afinal, a magia acontece e os milagres também!

E vocês, já se estão a preparar para o novo ano?

Beijo no coração

Ju