Querido Universo,
Hoje venho falar-te de amor…o amor que dói, que queima por dentro, o amor
que nos desperta. O amor que nos revolve as entranhas e nos faz suspirar e…sorrir…muito!
Venho falar-te desse amor, aquele que faz sobressair o que de melhor há em
nós, sem termos a necessidade de ter o corpo perfeito, de usarmos as roupas da
moda, de sabermos de cor e salteado a Enciclopédia Universal.
Venho falar-te um sentimento possível e quem nós humanos, julgamos impossível.
Este é um amor como qualquer outro mas diferente. Vai crescendo, como uma
bola de fogo, quente, a percorrer a nossa espinha dorsal. A que nos mantém eretos,
firmes, decididos. Venho falar-te de um amor maduro, um amor de certezas e
definições, de caminhos planeados e caminhos traçados.
Um amor que está sempre presente e nos faz parecer jovens, independentemente
da nossa idade cronológica.
É um amor que, muitas vezes, ignoramos. A maior parte das vezes.
E este amor, querido Universo, é um amor flexível, de braços abertos à
mudança, sem receio de guerras, desentendimentos…desamor.
Todos temos este amor. Todos o sentimos. Todos os dias. Temos a possibilidade
infinita de dar e, em larga escala, receber. What goes around, comes around,
lembras-te?
E a maior parte dos nossos dias é passado em guerras, conflitos, muito ódio
e muito desamor.
Venho falar-te, querido Universo, do amor-próprio. Que nos consome, que tem
o poder de curar, de nos fazer mais felizes, de no ajudar a seguir em frente…mas
não sem antes nos dar a devida luta!
Poucos de nós se apercebem deste amor-próprio. Dedicam a Vida toda a outras
pessoas, sem nunca pensarem no que sentem, no que querem, como gostariam de ser
tratados, como gostariam de tratar os outros. Vejo isto todos os dias no meu trabalho.
Dezenas de vezes.
E, de cada vez que me apercebo disto, olho no espelho e prometo a mim mesma
ter a capacidade de me acarinhar, de me elogiar, de fazer amor comigo. Porque a
Vida é demasiado curta!
E, vocês, já fizeram amor hoje?
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