quinta-feira, 6 de março de 2014

Do Amor

Querido Universo,
Hoje venho falar-te de amor…o amor que dói, que queima por dentro, o amor que nos desperta. O amor que nos revolve as entranhas e nos faz suspirar e…sorrir…muito!
Venho falar-te desse amor, aquele que faz sobressair o que de melhor há em nós, sem termos a necessidade de ter o corpo perfeito, de usarmos as roupas da moda, de sabermos de cor e salteado a Enciclopédia Universal.

Venho falar-te um sentimento possível e quem nós humanos, julgamos impossível.
Este é um amor como qualquer outro mas diferente. Vai crescendo, como uma bola de fogo, quente, a percorrer a nossa espinha dorsal. A que nos mantém eretos, firmes, decididos. Venho falar-te de um amor maduro, um amor de certezas e definições, de caminhos planeados e caminhos traçados.

Um amor que está sempre presente e nos faz parecer jovens, independentemente da nossa idade cronológica.

É um amor que, muitas vezes, ignoramos. A maior parte das vezes.
E este amor, querido Universo, é um amor flexível, de braços abertos à mudança, sem receio de guerras, desentendimentos…desamor.

Todos temos este amor. Todos o sentimos. Todos os dias. Temos a possibilidade infinita de dar e, em larga escala, receber. What goes around, comes around, lembras-te?
E a maior parte dos nossos dias é passado em guerras, conflitos, muito ódio e muito desamor.

Venho falar-te, querido Universo, do amor-próprio. Que nos consome, que tem o poder de curar, de nos fazer mais felizes, de no ajudar a seguir em frente…mas não sem antes nos dar a devida luta!
Poucos de nós se apercebem deste amor-próprio. Dedicam a Vida toda a outras pessoas, sem nunca pensarem no que sentem, no que querem, como gostariam de ser tratados, como gostariam de tratar os outros. Vejo isto todos os dias no meu trabalho. Dezenas de vezes.

E, de cada vez que me apercebo disto, olho no espelho e prometo a mim mesma ter a capacidade de me acarinhar, de me elogiar, de fazer amor comigo. Porque a Vida é demasiado curta!

E, vocês, já fizeram amor hoje?



Querido Universo,

Tenho-te deixado muito sozinho. A verdade é que têm sido dias cheios, de trabalho, de energia, de mim…Os dias passam velozes. Quem trabalha ou trabalhou num ambiente destes, sabe bem o que é chegar ao final de um dia e, literalmente, cair redonda na cama. Já dizia uma boa amiga que todas as pessoas deveriam ter a oportunidade de vir fazer um contrato…6 meses e muda-se a perspetiva do mundo!

Não me recordo se já te disse mas estou a viajar pela Ásia…quase como quem diz que vou conseguindo ver algumas das paisagens pela janelinha redonda (a minha escotilha) do quarto, tirando fotos aqui e ali (o tempo de ir lá fora é sempre muito escasso). Das vezes que fui saindo, adorei. Meu Deus, totalmente diferente da Europa e do resto do mundo mas, ao mesmo tempo, com todo o sentido. Coitada da Cris, estou sempre a chateá-la…temos que vir as duas de mochilinha às costas e viajar…conhecer profundamente estas paragens que me fascinam. Estar verdadeiramente de férias!

Agora, só agora, faz todo o sentido o querer mudar-me para a Ásia.
Não tive tempo (e infelizmente não é desta!) de visitar a China tradicional, de ver templos, de meditar num desses sítios maravilhosos, cheios de energia. Aqui dentro, nunca há demasiado tempo…mas está já planeada uma visita a Macau num dos nossos próximos cruzeiros. 

Em termos profissionais, tem valido muito a pena. Estou mesmo orgulhosa de tudo o que temos feito até agora e da minha equipa que tem respondido tão bem ao que lhes peço e ao meu humor especial de manhã. Tenho vindo a delinear muito a minha personalidade neste campo, com a ajuda da Cris e, juntas, orientamos todos os outros. Tarefa desafiante, sem dúvida!
Hoje, começa um novo cruzeiro. De Hong Kong a Beijing, com passagem por Shangai, por dois dias!

Prometo que te virei visitar mais vezes. E partilhar fotos…que agora tenho uma nova camara e preciso de lhe dar uso!!!

Beijo no coração
Ju