quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Querido Universo,

Considero-me uma pessoa enérgica, com bom sentido de humor (quando tomo o pequeno almoço e o café é decente, coisa que não acontece muito por aqui!) e com uma capacidade de resistência física que, na maior parte dos casos, não conhece limites.

Adoro aquilo que faço e sinto-me extremamente grata por ter tido esta oportunidade e o ano de 2013 ter sido um dos mais espetaculares da minha existência. Sinto-me uma profunda gratidão por todos os que acreditaram em mim e fazem de mim aquilo que sou hoje.

Mas peço desculpa…por ser pouco resiliente quando a Vida me troca as voltas e me «obriga» a aceitar condições que, mais uma vez, colocam a minha vida pessoal em terceiro ou quarto plano. Porque o segundo já se esgotou há muito!

Tento manter o sorriso, dizer ao meu corpo que não estou exausta. Que posso sempre fingir que comecei agora e me sinto fresca como uma alface. Tento manter o meu espirito em cima, tento ser paciente e ver a luz ao fundo do túnel. Mas como o fazer quando se sente a falta?

Quando se sente a falta de estar em casa, com os amigos de sempre, sem pensar que amanhã o despertador toca (sempre) às 7h da matina e já vem acompanhado de uma dor de cabeça?

Como manter o espirito aberto quando se fazem planos, quando se tenta, tudo por tudo, ver a cara-metade e manter um relacionamento e, de repente, troca-se as voltas ao prego? Como manter o espirito aberto quando o que mais quero é beijá-lo, abraçá-lo, ver que ele é real e que nós ainda vamos ficar juntos?

Talvez não valha a pena manter este relacionamento. Talvez não valha a pena nada de nada porque aqui as pessoas vão sempre partir e nunca ficar!

Para o mais comum dos mortais, são apenas 5 dias mais.
Para mim, parecem 5 anos mais…
Até breve

Jo

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