Querido Universo,
Considero-me uma pessoa enérgica, com bom sentido de humor (quando tomo o
pequeno almoço e o café é decente, coisa que não acontece muito por aqui!) e
com uma capacidade de resistência física que, na maior parte dos casos, não
conhece limites.
Adoro aquilo que faço e sinto-me extremamente grata por ter tido esta
oportunidade e o ano de 2013 ter sido um dos mais espetaculares da minha
existência. Sinto-me uma profunda gratidão por todos os que acreditaram em mim
e fazem de mim aquilo que sou hoje.
Mas peço desculpa…por ser pouco resiliente quando a Vida me troca as voltas
e me «obriga» a aceitar condições que, mais uma vez, colocam a minha vida
pessoal em terceiro ou quarto plano. Porque o segundo já se esgotou há muito!
Tento manter o sorriso, dizer ao meu corpo que não estou exausta. Que posso
sempre fingir que comecei agora e me sinto fresca como uma alface. Tento manter
o meu espirito em cima, tento ser paciente e ver a luz ao fundo do túnel. Mas
como o fazer quando se sente a falta?
Quando se sente a falta de estar em casa, com os amigos de sempre, sem
pensar que amanhã o despertador toca (sempre) às 7h da matina e já vem
acompanhado de uma dor de cabeça?
Como manter o espirito aberto quando se fazem planos, quando se tenta, tudo
por tudo, ver a cara-metade e manter um relacionamento e, de repente, troca-se
as voltas ao prego? Como manter o espirito aberto quando o que mais quero é
beijá-lo, abraçá-lo, ver que ele é real e que nós ainda vamos ficar juntos?
Talvez não valha a pena manter este
relacionamento. Talvez não valha a pena nada de nada porque aqui as pessoas vão
sempre partir e nunca ficar!
Para o mais comum dos mortais, são apenas 5 dias mais.
Para mim, parecem 5 anos mais…
Até breve
Jo